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"A morte
… é como o veneno que traz a cura, o sono que faz acordar, a despedida que obriga a amar, a coragem que oferece o medo, o pôr-do-sol que dá refúgio à lua, o abraço que oculta um doce beijo, as vestes que veste a alma nua.
A morte é a lágrima que poupa a dor, a música que constrói o silêncio, a paciência que acelera o tempo, o perdão que convida o rancor; A morte é bela, a morte é cinza. A morte é a chance de se sentir vivo quando a vida não te dá uma vida.
Uma coisa tão bela de se assistir, um sorriso tão falso de se sorrir; Eterno amor à distância, uma paixão não-correspondida que alimenta minha circunstância, de fugir, de um fim tão óbvio, um inconsciente tão perto do sóbrio.
Se resume em um sem-querer de propósito, que está desenhado no final da minha história. O desfecho. Lá em baixo, não tão longe daqui, sobre as linhas do papel branco que eu ainda não escrevi." —
Annd Yawk (via
capitule)
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"Minha mãe não entendeu nada quando viu que tinha um furo enorme e perfeito no armário. Era a brincadeira da semana: eu ficava entre as blusas de lã, escondida do pirata, e meu pai ficava do outro lado do armário, entre as calças, também escondido do pirata. O furo era pra permitir comunicação. Como escaparíamos daquela imensa caixa que naufragava em alto-mar? Depois meu pai era o Carlinhos, aluno respondão que nunca fazia a lição de casa e eu a professora que sempre dava mais uma chance. Se ele errasse alguma palavra, o castigo era me levar de carro, porque eu gostava de ouvir as músicas em movimento, e me comprar o maior número possível de pulseiras mágicas com purpurina dentro. Eu adorava colar estrelas no teto do quarto. Aquelas que brilhavam à noite. E então montávamos um verdadeiro acampamento com lençóis, vassouras, lanternas e eu tinha certeza que se colocasse meu pé pra fora sentiria aquela graminha com sereno. Antes de dormir, meu pai não lia livrinhos prontos, mas me fazia inventar histórias.Tem pai que ensina o filho a não ter medo das coisas e talvez essa seja uma pequena mágoa que guardo da minha família. Eu fui criada pra ter medo de tudo: de coxinha de padaria à viagens solitárias pela Europa. Não me deixavam brincar muito na rua, nadar sozinha no mar, comer besteiras na cantina da escola. O resultado disso é que até hoje passo um pouco de vergonha quando viajo com amigos e faço análise há anos pra aprender a ficar menos tensa com a vida lá fora.Em compensação, tenho uma coragem absurda e uma curiosidade profunda a respeito da minha vida de dentro. E me pergunto: quantos pais ensinam isso a seus filhos? Tive sorte. Hoje, com trinta anos de idade, eu sou escritora, profissão que não troco por nenhuma e que me dá um tesão enorme em viver. E devo isso ao meu pai. Ele não me ensinou a comer pastel de feira e nem a dar um mortal na piscina. Talvez porque ele próprio tivesse medo dessas coisas, talvez porque quando um filho é único, você redobra os cuidados. Mas ele me ensinou a inventar um mundo rico, enorme e possível dentro da minha cabeça. Me ensinou a viver com coragem dentro de mim, a ser amiga e ouvinte dos neurônios, fígado, coração e entranhas. Tenho certeza que comecei da maneira mais difícil. É mais corajoso quem não tem medo de voar pelo mundo ou quem aguenta ficar dentro de si?Me sinto boba perto dos meus amigos que contam cicatrizes de esportes, meu pai sempre me disse pra tomar cuidado na aula de educação física. Mas me sinto um gênio quando vejo tanta gente que perde um dia inteiro pra escrever um simples e-mail sentimental ou não sabe o que dizer numa conversa mais íntima. E essas pessoas que fazem curso de escritor? Pra que serve um curso de escritor!? Quem é que vai te ensinar a ter essa delicadeza de sentir? Quem é que vai te dar ferramentas pra olhar pras coisas o tempo todo como se elas fossem encantadas e não simplesmente coisas? Durante muito tempo eu respondi “escritor se nasce, não se torna”. Mas descobri que foi o príncipe azul, que na verdade era meu pai, que me ensinou a não ter medo de atravessar o rio enorme, profundo, gelado e escuro, da história que inventamos. Dentro da barraca que não é barraca, é lençol preso no teto com fita crepe. Ele me deu a capacidade de sonhar, o resto do mundo agora é comigo." —
Tati Bernardi. (via
contrariei)
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"Espero que nenhuma força de algum vento contrário tire de nós essa eterna vontade de viver sempre juntos. Que nada nos subestime ao que temos ainda muito a aprender e o que temos ainda de receber da vida. Que quando a saudade torturar ainda sentiremos aquele aperto contente que o coração dá ao ver o nome na tela, e também quando os desentendimentos tentarem ser maior que nós que saibamos faze-los pequenos diante do nosso sentimento. Quero que seja plena a sensação de parque num dia ensolarado mesmo ainda estando os dois na cama esperando que a eternidade nunca se acabe só para ter mais um tempinho de nos olhar. Espero que você ainda me puxe sem perceber e que me arranque suspiros de amor ao longo do nosso passeio pelo cobertor e que eu ainda seja uma poeta romântica que tenta rimar o meu amor aqui de dentro com essas palavras que não chegam nem ao pés do teu cheiro que me fascina e me vive. Por isso espero que sejamos sempre amáveis e contentes com a coisa mais simples que tiver entre nós dois, espero lentamente que a vida não se acabe para nós. Que teremos sempre mais um pouquinho de tempo no sofá num dia de domingo com o filme eterno do nosso amor. E que eu nunca me cure do meu romantismo em palavras, mesmo deixando todos os dias um bilhetinho para você em baixo do jarro de flores com os dizeres daquelas singelas palavras que me cultivaram para sempre, “eu te amo." — Romancista de quinta (via
transcendentalismo)
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"Mutação. Essa é a minha autodefinição. Fui adaptando-me todos os dias com as críticas, julgamentos e comentários desrespeitosos sobre mim que até então eu desconhecia. Sou uma mutação. Mudei. Muito. E mudarei novamente, se for preciso. De fraca tornei-me uma nova criatura. Ora meiga ora estressada. Sou a união de dois mundos. O bem e o mal. Não vivo no meio termo, sou do bem (acredite se quiser), mas o mundo me distorce. Me reinventa. Tempos atrás eu me ofenderia com qualquer palavra um pouco forte dirigida a mim. Hoje? Ah! Hoje já não faz diferença. Percebi que não preciso agradar os outros para ser feliz, entendeu? Comecei a deixar a vida meio “Sem Freio”. Parei de controlar pensamentos; atitudes; sonhos. Comecei simplesmente a viver. Desagradei metade do mundo mais é a outra metade que realmente me importa… A metade que me ama. Parei de tentar fazer com os outros se importassem com o que penso, pois percebi que aqueles que se importavam não precisavam que eu os obrigassem à algo. Eles simplesmente se importavam. Digamos que joguei fora todo aquele lixo existente na minha vida. Não guardo mais nada, nem mesmo rancor ou ódio. Simplesmente ignorei. Deixei de viver para os outros e comecei a viver pra mim." —
Alanna Silva. (via
artificializar)
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"Sobram dúvidas, aspirações, concepções, sobram eus. Vários, espalhados pelo mundo, arrotando as suas verdades tão arraigadas, suas doutrinas tão próprias, defendidas de modo ferrenho, inadmitindo opiniões contrárias. Tão cegos, egoístas, vestidos numa falsa roupagem. De fato, buscando a realização pessoal, o progresso próprio, enaltecendo suas opiniões, seus anseios, seus conhecimentos adquiridos e, principalmente, as suas interpretações.
Nos falta amor. Eis o mal da humanidade. Amor para reconhecer no outro uma luz diferente e respeitá-la, acima de qualquer coisa. Amor para respeitar opiniões contrárias, para entender que o outro tem pleno direito de pensar de modo divergente e conduzir sua vida do jeito que melhor lhe parecer. Nos falta amor para olhar para o outro como humano – e não como bicho – e compreender que somos parte da mesma matéria, integrantes da mesma Natureza. Nos falta amor para olhar para os mendigos e meninos de rua com menos desconfiança e mais compaixão, nos falta amor para buscar mudar o mundo ao redor. Nos falta amor para respeitar o universo em que vivemos e que nos provê o necessário para sobreviver.
Estamos ocupados demais, apressados demais, inseguros demais para amar. Afinal, para quê, não é mesmo? O mundo é uma desordem, as pessoas são desonestas, frias, insensíveis, violentas, desumanas. O amor é uma utopia – muitos dirão. Mas sem essa Verdade (ou utopia, definam como quiserem), tudo tende a piorar. Certamente não será sem ele que encontraremos o caminho de volta. Enquanto formos tão egocêntricos, enquanto nos preocuparmos somente com o mundo particular que criamos e cuidamos de maneira tão zelosa, minguaremos o Amor: este transcendental, benéfico, maravilhoso. Perderemos a oportunidade de nos reencontrar, nos distorceremos na ilusão de que as nossas concepções são o que realmente importam. Lutaremos por elas. Mataremos e morreremos por questões tão ínfimas. Enquanto o eu for mais importante que o nós e as minhas doutrinas mais importantes que a vida do outro, continuaremos assim: vazios. Nos falta muito. Falta a verdadeira consciência de quem somos." —
Buarquices. (via
capitule)
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"
Apaixone-se por alguém que te ame, que te assuma, te compreenda mesmo na loucura.
Apaixone-se por alguém que te ajude, que te guie, que seja teu apoio, teu sonho bom. Que diga “eu te amo” com atitudes e não apenas com palavras.
Apaixone-se por alguém que converse depois de uma briga, reconhecendo o erro e pedindo desculpas com o coração. Apaixone-se por alguém que sinta sua falta e precise de você sorrindo." —
Desconhecido (via
shieldd)
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"Chega um dia de falta de assunto. Ou, mais propriamente, de falta de apetite para os milhares de assuntos. Escrever é triste. Impede a conjugação de tantos outros verbos. Os dedos sobre o teclado, as letras se reunindo com maior ou menor velocidade, mas com igual indiferença pelo que vão dizendo, enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza, inclusive a simples claridade da hora, vedada a você, que está de olho na maquininha. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália, purê de palavras, reflexos no espelho (infiel) do dicionário. O que você perde em viver, escrevinhando sobre a vida. Não apenas o sol, mas tudo que ele ilumina. Tudo que se faz sem você, porque com você não é possível contar. Você esperando que os outros vivam para depois comentá-los com a maior cara-de-pau (“com isenção de largo espectro”, como diria a bula, se seus escritos fossem produtos medicinais). Selecionando os retalhos de vida dos outros, para objeto de sua divagação descompromissada. Sereno. Superior. Divino. Sim, como se fosse deus, rei proprietário do universo, que escolhe para o seu jantar de notícias um terremoto, uma revolução, um adultério grego – às vezes nem isso, porque no painel imenso você escolhe só um besouro em campanha para verrumar a madeira. Sim, senhor, que importância a sua: sentado aí, camisa aberta, sandálias, ar condicionado, cafezinho, dando sua opinião sobre a angústia, a revolta, o ridículo, a maluquice dos homens. Esquecido de que é um deles. Ah, você participa com palavras? Sua escrita – por hipótese – transforma a cara das coisas, há capítulos da História devidos à sua maneira de ajuntar substantivos, adjetivos, verbos? Mas foram os outros, crédulos, sugestionáveis, que fizeram o acontecimento. Isso de escrever O Capital é uma coisa, derrubar as estruturas, na raça, é outra. E nem sequer você escreveu O Capital. Não é todos os dias que se mete uma idéia na cabeça do próximo, por via gramatical. E a regra situa no mesmo saco escrever e abster-se. Vazio, antes e depois da operação. Claro, você aprovou as valentes ações dos outros, sem se dar ao incômodo de praticá-las. Desaprovou as ações nefandas, e dispensou-se de corrigir-lhe os efeitos. Assim é fácil manter a consciência limpa. Eu queria ver sua consciência faiscando de limpeza é na ação, que costuma sujar os dedos e mais alguma coisa. Ao passo que, em sua protegida pessoa, eles apenas se tisnam quando é hora de mudar a fita no carretel. E então vem o tédio. De Senhor dos Assuntos, passar a espectador enfastiado de espetáculo. Tantos fatos simultâneos e entrechocantes, o absurdo promovido a regra de jogo, excesso de vibração, dificuldade em abranger a cena com o simples par de olhos e uma fatigada atenção. Tudo se repete na linha do imprevisto, pois ao imprevisto sucede outro, num mecanismo de monotonia… explosiva. Na hora ingrata de escrever, como optar entre as variedades de insólito? E que dizer, que não seja invalidado pelo acontecimento de logo mais, ou de agora mesmo? Que sentir ou ruminar, se não nos concedem tempo para isso entre dois acontecimentos que desabam como meteoritos sobre a mesa? Nem sequer você pode lamentar-se pela incomodidade profissional. Não é redator de boletim político, não é comentarista internacional, colunista especializado, não precisa esgotar os temas, ver mais longe do que o comum, manter-se afiado como a boa peixeira pernambucana. Você é o marginal ameno, sem responsabilidade na instrução ou orientação do público, não há razão para aborrecer-se com os fatos e a leve obrigação de confeitá-los ou temperá-los à sua maneira. Que é isso, rapaz. Entretanto, aí está você, casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. Concluiu que não há assunto, quer dizer: que não há para você, porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos, e você não sabe ir além disso, não corta de verdade a barriga da vida, não revolve os intestinos da vida, fica em sua cadeira, assuntando, assuntando…
Então hoje não tem crônica." —
Carlos Drummond de Andrade (via
canivete)
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"Que corpo anfíbio é esse? O que tornou a ser minha penúria? O que deixou de ser minha ternura? Diga, Marisa, o que deixou de ser o meu corpo? Mas fica, permaneça estática sem uma resposta fina, mesmo que de pluma, para dar em retórica. Nada subsiste sem uma dose de verdade, portanto, pingue aqui umas três gotas dessa que está em falta na venda da esquina, falo da verdade, da sinceridade e os outros muitos sinônimos que atribuem a esse mal. O que é esse corpo anfíbio? Corpo que sai da água, volta para ela, vai para terra, volta para ela, vai para o mundo, na estrada de cimento, volta para ela, que deixa a vida e não volta mais. Corpo semi-anfíbio. Nada há além da morte, nada antes da ressurreição, espera sentado, deitado, meditando sua existência passada em seu calvário de ponta-cabeça. Por mais sangue na cuca não esquenta o juízo nem faz pensar mais ligeiro, só torna a testa vermelha e a compreensão do oxigênio mais lenta, mais lenta, tanto que faz cair no sono depois de umas meias horas. Antes de meias horas de sono melhor então ter meias verdade, concorda? Explique melhor o corpo anfíbio, por favor, enquanto me desloco para água, depois para terra, depois para o céu e por fim para o resto de mundo poético que os meus antecessores deixaram de herança." —
Eufemizador (via
im-precisao)
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"Minha mão pesa treze quilos e meu cérebro quarenta gramas. Meus olhos são só isso mesmo: meus olhos, nada demais. Sinto um cheiro de cansaço exalar por cada vértebra, estou viciado naquelas músicas de rock com pausas e meu estômago parece conter um vórtice: sinto fome a cada meia hora. Nada em mim dói, nada em mim é meu. Faz alguns dias que eu só pego na caneta para morder a tampa, faz alguns dias que eu só tenho coragem para sentar, levantar é um arquivo de vinte e cinco gigas sendo baixado na minha internet lenta, alguns dias… Vejo meu nome saltando nas páginas do meu caderno e eu ainda consigo respirar, eu escuto gritos e estou de boca fechada, eu quero me rebelar e nem votar eu posso ainda, faz alguns dias que minha preguiça cresce em proporção com meus pelos, faz alguns dias que falar sozinho já não resolve mais, que chorar não vale a pena, alguns dias… Então que as profecias de fim de ano se realizem, que eu possa me perder entre uma pausa e outra do rock, que eu fique mudo por três minutos e cego por quinze segundos, porque não adianta apenas ser deficiente, eu tenho que ter certeza disso. Que eu resolva falar e ninguém me escute, que eu resolva escrever e ninguém me leia. Daqui, eu rogo por mim mesmo, daqui, eu espero alguns dias…" —
Gilberto Cunha Júnior (via
anarquismos)
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"Não sofro das regalias de um tempo perdido.
Versos de amor não me apaziguam
como ruídos do mar,
as palavras voam pequenas como
andorinhas pálidas errantes diante do desenrolar
de mil acordes do vento.
Deserto os desastres mundanos, calço apenas
o espontâneo.
Os lábios mortos não reconhecem mais o rosto
de minha mãe
o gargalo risonho de uma garrafa
os pelos eriçados da nuca de uma amante
qualquer.
Impeço que brotem poesias em meu nome,
desejo perfumar os traços da vida
não como versejador de mágoas e afins infernais,
mas como atiçador de nervos e
tragédias.
Viverei da forma e de lares desconhecidos.
Nada de amores celestiais ou
sorrisos em madrugadas.
Somente escorrer da boca de um eterno semblante
como cachoeiras de verbos
contínuos." — Enzo Fonseca (via
severinar)
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"É surpreendente que uma nação, habituada desde os tempos mais remotos a se defender repetidas vezes com sucesso de inimigos muito mais fortes, desta vez tivesse se rendido sem disparar um único tiro. Era um testemunho não apenas da fraqueza do governo português, mas também do poder que o nome de Napoleão inspirava nessa época." —
Sir Charles Oman, professor da Universidade de Oxford e autor do livro “A history of the Peninsular War”, a mais importante obra sobre a campanha de Napoleão na Península Ibérica. (via
severinar)
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"Eu sou insaciável! Mal um desejo surge, outro desponta, e em mim há sempre latente a febre do sonho e do desejo, e quando possuo alguma coisa de infinitamente consolador, como é a sua amizade, desejo mais, mais ainda, mais sempre! Conhece-se em mim o afeto, o amor, a ternura por um egoísmo implacável que quer tornar muito meus, e só meus, os corações que se me dedicam um pouco. Dá isto muitas vezes o resultado de me suceder o mesmo que sucedeu ao cão que largou a presa pela sombra, pois querendo muito, muito perdeu." —
Florbela Espanca (via
severinar)
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"E eu gosto de ti moço. Eu gosto como se gostar tivesse a leveza da saia da bailarina, e aquele fogo que o tango desperta dentro de mim. Gosto de ti pra viver, é como se respirasse você. E é verdade." —
Rayná Rodrigues (via
apregoar)
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"Eu poderia ficar acordado só para ouvir você respirando. Observar você sorrir enquanto está dormindo. Enquanto está longe e sonhando. Eu poderia passar minha vida nessa doce rendição. Eu poderia continuar perdida nesse momento pra sempre. Todo momento que passo com você, é um momento que eu valorizo. Não quero fechar meus olhos. Eu não quero pegar no sono. Porque eu sentiria sua falta. E eu não quero perder nada. Porque mesmo quando eu sonho com você, o sonho mais doce não vai ser suficiente. Eu ainda sentiria sua falta. Repousando perto de você, sentindo seu coração bater, e imaginando o que você está sonhando. Imaginando se sou eu que você está vendo. Então eu beijo seus olhos e agradeço a Deus por estarmos juntos. Eu só quero ficar com você, neste momento pra sempre. Não quero perder um sorriso. Não quero perder um beijo. Eu só quero ficar com você. Bem aqui, com você. Apenas assim. Eu só quero te abraçar forte. Sentir seu coração tão perto do meu. E só ficar aqui nesse momento, por todo o resto dos tempos." — Aerosmith. (via
profundaria)
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"Mesmo no riso, talvez o coração sinta dor." —
Provérbios 14:13. (via
desenhe)
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